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domingo

As outras maravilhas que me desculpem


Mas só o Cristo Redentor tem uma moldura como esta

Esta imagem, enviada ao Premio Embratel de Fotografia, é fruto de uma inspiração genial do fotógrafo Antonio Lacerda. Por incrível que pareça, não é uma montagem. Pelo contrário, deu bastante trabalho, pois raras vezes por ano a lua passa detrás do monumento e produz tamanho espetáculo.

Para obter o flagrante, o experiente fotógrafo da Agencia EFE, perseguiu o momento exato por mais de dois anos. O Cristo Redentor, que já ficava bem na foto de qualquer ângulo, ganhou uma perspectiva cósmica, uma aura transcendental, e Antonio Lacerda deve ganhar o Premio Embratel, com toda justiça.

segunda-feira

A origem do mar de lama

Parece que a expressão mar de lama foi empregada pela primeira vez por Carlos Lacerda, num de seus ferozes e constantes ataques ao governo de Getúlio Vargas. Habilidoso golpista e brilhante inventor de frases de efeito, Lacerda teria lançado mão da alegoria na expectativa de que a linguagem exageradamente figurada, causasse impacto profundo no imaginário popular. Para derrubar o velho caudilho não bastaria evocar uma poça de lama, nem mesmo um lago, mas todo um lodacento oceano.
Na contundente Carta Testamento que deixou ao suicidar-se, Getúlio usa uma metáfora ornitológica para indicar o nome de seu carrasco: “Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.”
Conhecido como Corvo, graças ao retumbante sucesso de uma caricatura perpetrada pelo cartunista Lan, Lacerda não tem o nome citado em qualquer parágrafo da célebre carta. Nem precisava.
Depois de um curto exílio voluntário, o Corvo continuou a tramar e a derrubar presidentes, repetindo mil vezes o seu enxovalhado mar de lama.
Hoje também há moralistas demais e moral de menos. É preciso estar muito atento com o canto das aves de mau agouro.