Gim Argello, que acaba de se revelar Suplente do ex-Senador Joaquim Roriz, tem um grande dilema pela frente. Ou assume o mandato e, assim que sentar na espinhosa cadeira de seu antecessor, sofre as conseqüências de uma imediata investigação por quebra de decoro parlamentar, ou aceita a proposta de Roriz para uma renúncia em bloco, junto com o Segundo- Suplente, Marcos de Almeida.Correm contra Gim, que é Vice-Presidente do PTB Nacional, nada menos de seis processos, desde grilagem de terras até malversação de verbas públicas e recebimento de propina para aprovação de lei. Além disso, o advogado e empresário tem seu nome também citado pela Operação Aquarela, a mesma que vitimou Roriz ao flagrá-lo combinando a partilha de R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do Banco Regional de Brasília, o notório BRB.
Para quem não lembra, era no BRB que Marcos Valério (aquele Bom Samaritano fajuto que acabou ileso) movimentava boa parte dos extratos do mensalão (aquele famoso propinoduto que nunca existiu). Envolvido em vários escândalos de desvio de dinheiro, pesa agora contra o Banco Regional de Brasília, um certo clamor de privatização, como se vender a cama suprimisse o adultério. Da mesma forma que a renúncia, seja ela solitária ou coletiva, não elimina o crime.

