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quinta-feira

Rio volta a ficar meio violento

Foto: Reuters (publicada na matéria Fight in the favelas da revista The Economist)



Durante os Jogos Pan-Americanos, a polícia deixou as favelas em paz. Literalmente.
Por coincidência, assim que os jogos terminaram, a paz acabou.
Talvez a solução para a violência não seja mais polícia, e sim menos polícia.
Nesta quinta-feira, a revista britânica The Economist publicou uma matéria com o título de Batalha nas Favelas, e um sub-título revelador: "O Rio está combatendo o crime. Mas a polícia é pelo menos metade do problema".
Para bom entendedor, meia palavra basta.

segunda-feira

Acessórios para o PAN

Depois da camiseta

Vem aí mais um mega-sucesso
















O cone porta-vaia

Pra você ficar super-fashion no PAN

A César o que é de César


O site do diretório nacional do Partido dos Trabalhadores garante que a vaia ao presidente Lula foi orquestrada pelo prefeito do Rio, César Maia. A prova material do crime seria um vídeo gravado na noite de quarta-feira, 11 de julho, no Maracanã, durante ensaio para a cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos de 2007. O vídeo de 53 segundos, disponível no Youtube, mostra os convidados vaiando, por duas vezes, logo após as locutoras anunciarem o Presidente da República, em espanhol e em português.

Segundo o deputado federal Florisvaldo Fier (PT-PR), mais conhecido como Dr. Rosinha, César Maia teria organizado uma claque para aplaudi-lo e para vaiar o presidente da República. "Além desse vídeo, há uma série de outros indícios de que a Prefeitura do Rio de fato buscou criar um factóide contra Lula, o que é grave em função da repercussão internacional do evento".

A acusação não é grave. É gravíssima. Como manifestação espontânea do povo, a vaia é um direito democrático. Caberia ao presidente entendê-la como tal e honrar seu compromisso de declarar a abertura do PAN, mesmo sob os apupos do público. Por outro lado, se a ruidosa manifestação de desagrado tiver sido de fato politicamente manipulada, deixa de ser um direito para se transformar em um delito.

Neste caso, os acusadores terão de ir às últimas conseqüências, até provar a maquiavélica manipulação de César, sob risco de ficarem desmoralizados. Se não forem ao fundo da questão, é porque a contra-ofensiva não passa de uma reação sectária, odiosa e leviana. O Brasil não precisa desse tipo de política. O brasileiro não merece esse gênero de políticos. Só nos resta aguardar, atenta e pacientemente, as cenas dos próximos capítulos dessa novela meio chicana.

domingo

Abertura do PAN foi um espetáculo emocionante



A abertura dos XV Jogos Pan-americanos, vai ficar marcada na história pela magnitude do espetáculo e pela descontração do público. Tendo como palco o Estádio do Maracanã, a cerimônia coordenada pela artista plástica, figurinista, cenógrafa e carnavalesca Rosa Magalhães e pelo cenógrafo e design Luiz Stein, com a colaboração de cerca de 4500 artistas voluntários, transformou-se numa festa emocionante e inesquecível.

Longe do lugar-comum, a cultura brasileira foi apresentada de maneira magistral, com a participação constante e bem-humorada dos espectadores, como não poderia deixar de ser, em se tratando de um evento festivo no Rio de Janeiro, cidade maravilhosa tanto por seus encantos naturais quanto pelo alto astral de seu povo, que ultimamente parecia abalado e perdido.
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Os 25 coreógrafos convidados, entre os quais diversos expoentes, como Deborah Colker, Renato Vieira e Lola Gabriel, produziram momentos de grande beleza e força de expressão, capazes de arrebatar não apenas as milhares de pessoas presentes no Maracanã, mas também os milhões de telespectadores, conectados à transmissão pela TV.

Da eletrizante interpretação do Hino Nacional, cantado "à capela" por Elza Soares, acompanhada por um empolgado coral de mais de noventa mil vozes, ao apoteótico acendimento da Pira, uma inusitada esfera solar de seis metros de diâmetro, pelo atleta Joaquim Cruz, a cerimônia correu perfeita, até mesmo pelos seus desacertos.

A trilha sonora, sob a direção de Alê Siqueira, fez uma grande viagem pela música brasileira, a começar pela entrada do solista Kainã do Jeje, de 12 anos, tocando rum, instrumento típico do candomblé, logo acompanhado por 1.750 percussionistas de 17 escolas de samba do Rio. Nem o uso do play-back, por causa da acústica do estádio, tirou o brilho da execução ou a receptividade do público, que delirou com a mistura de samba, bossa-nova, chorinho, maracatu, ópera e música clássica.

Após o desfile das delegações, a energia do povo foi mostrada através do Sol, das Águas e do Homem, com uma apresentação impecável da Orquestra Sinfônica Brasileira, regida pelo maestro Roberto Minczuk, que executou uma espécie de fantasia, composta por André Mehmari, citando obras de Tom Jobim, Chico Buarque e Heitor Villa-Lobos, verdadeiros orgulhos nacionais.

Um dos segmentos musicais mais emocionantes, contou com Adriana Calcanhoto, sentada numa cadeira gigantesca, cantando a clássica "Acalanto" de Dorival Caymmi, enquanto diversas figuras fantásticas do nosso folclore, como a Bernúncia, a Carranca, o Cazumbá, e o Boi da Cara Preta, adentravam o palco e o imaginário de todos. Simplesmente imperdível.

Ah, sim ! O público vaiou o presidente e quebrou o protocolo sem a menor cerimônia. Dizem que, por conta disso, o Rio talvez até perca a chance de sediar uma Olimpíada e uma Copa do Mundo, e, (in)conseqüentemente, muito dinheiro. Mas parece que a cidade estava precisando lavar a alma. E isso não tem preço.

sábado

Lula vaiado no Maracanã


sexta-feira

Sexta-feira 13: Lula é calado pela voz do povo

Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo


Nunca antes na história deste país, um presidente foi tão estrondosamente vaiado. Nunca antes na história das Américas um presidente do país anfitrião deixou de anunciar a abertura dos jogos pan-americanos.

Renan deve entrar em recesso, com as férias do PAN e do Congresso