
sexta-feira
quinta-feira
Rio volta a ficar meio violento
Por coincidência, assim que os jogos terminaram, a paz acabou.
Talvez a solução para a violência não seja mais polícia, e sim menos polícia.
Para bom entendedor, meia palavra basta.
quarta-feira
Presidente da CBF explica o fiasco da Copa
sexta-feira
Dublagem dos Simpsons censura piada sobre o Brasil
No episódio inédito A Esposa Aquática (Aquatic Wife), exibido pela Fox no último domingo, os Simpsons tiveram uma piada sobre o Brasil censurada na dublagem. Quando a família mais politicamente incorreta da TV chega, de navio, a uma ilha onde a pequena Marge Simpson passava suas férias e encontra a paradisíaca Barnacle Bay transformada em um lugar imundo, acontece o seguinte diálogo:
Marge: Argh! O paraíso da minha infância virou um chiqueiro.
Lisa: Esse é o lugar mais nojento em que já estivemos.
Bart: E o Brasil ?
Lisa: Depois do Brasil.
Após a censura, o texto original foi trocado e o diálogo ficou assim:
Marge: Argh! O paraíso da minha infância virou um chiqueiro.
Lisa: Esse é o lugar mais nojento em que já estivemos.
Bart: Sério, você acha mesmo ?
Lisa: Se eu falei é porque acho.
Veja, no vídeo acima, o trecho original (legendado) e o mesmo trecho depois da dublagem em português.
No YouTube também é possível ver o divertido episódio, uma verdadeira "aula de ecologia", dividido em 3 partes:
A Esposa Aquática (parte 1) - É onde está o trecho censurado
domingo
Não voe por Congonhas
Congonhas é seguro ou não é seguro ? Quando chove, a pista principal segura ou não segura ? É aeroporto ou porta-aviões ?Na dúvida, que tal aderir à campanha de boicote proposta pelo Michel Lent, da 10 Minutos ?
Abertura do PAN foi um espetáculo emocionante
A abertura dos XV Jogos Pan-americanos, vai ficar marcada na história pela magnitude do espetáculo e pela descontração do público. Tendo como palco o Estádio do Maracanã, a cerimônia coordenada pela artista plástica, figurinista, cenógrafa e carnavalesca Rosa Magalhães e pelo cenógrafo e design Luiz Stein, com a colaboração de cerca de 4500 artistas voluntários, transformou-se numa festa emocionante e inesquecível.
Longe do lugar-comum, a cultura brasileira foi apresentada de maneira magistral, com a participação constante e bem-humorada dos espectadores, como não poderia deixar de ser, em se tratando de um evento festivo no Rio de Janeiro, cidade maravilhosa tanto por seus encantos naturais quanto pelo alto astral de seu povo, que ultimamente parecia abalado e perdido.
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Os 25 coreógrafos convidados, entre os quais diversos expoentes, como Deborah Colker, Renato Vieira e Lola Gabriel, produziram momentos de grande beleza e força de expressão, capazes de arrebatar não apenas as milhares de pessoas presentes no Maracanã, mas também os milhões de telespectadores, conectados à transmissão pela TV.
Da eletrizante interpretação do Hino Nacional, cantado "à capela" por Elza Soares, acompanhada por um empolgado coral de mais de noventa mil vozes, ao apoteótico acendimento da Pira, uma inusitada esfera solar de seis metros de diâmetro, pelo atleta Joaquim Cruz, a cerimônia correu perfeita, até mesmo pelos seus desacertos.
A trilha sonora, sob a direção de Alê Siqueira, fez uma grande viagem pela música brasileira, a começar pela entrada do solista Kainã do Jeje, de 12 anos, tocando rum, instrumento típico do candomblé, logo acompanhado por 1.750 percussionistas de 17 escolas de samba do Rio. Nem o uso do play-back, por causa da acústica do estádio, tirou o brilho da execução ou a receptividade do público, que delirou com a mistura de samba, bossa-nova, chorinho, maracatu, ópera e música clássica.
Após o desfile das delegações, a energia do povo foi mostrada através do Sol, das Águas e do Homem, com uma apresentação impecável da Orquestra Sinfônica Brasileira, regida pelo maestro Roberto Minczuk, que executou uma espécie de fantasia, composta por André Mehmari, citando obras de Tom Jobim, Chico Buarque e Heitor Villa-Lobos, verdadeiros orgulhos nacionais.
Um dos segmentos musicais mais emocionantes, contou com Adriana Calcanhoto, sentada numa cadeira gigantesca, cantando a clássica "Acalanto" de Dorival Caymmi, enquanto diversas figuras fantásticas do nosso folclore, como a Bernúncia, a Carranca, o Cazumbá, e o Boi da Cara Preta, adentravam o palco e o imaginário de todos. Simplesmente imperdível.
Ah, sim ! O público vaiou o presidente e quebrou o protocolo sem a menor cerimônia. Dizem que, por conta disso, o Rio talvez até perca a chance de sediar uma Olimpíada e uma Copa do Mundo, e, (in)conseqüentemente, muito dinheiro. Mas parece que a cidade estava precisando lavar a alma. E isso não tem preço.
sábado
terça-feira
sábado
Jack Bauer relaxa e goza em Copacabana
sexta-feira
Pegaram Bernard Weber pra Cristo
Agora que os votos para eleger o Cristo Redentor como uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo já são favas praticamente contadas, e enquanto se aguarda o resultado oficial amanhã em Lisboa, fico pensando, sem nenhum nacionalismo ufano ou basbaque, por que será que tanta gente torceu contra ou até mesmo fez campanha explícita na Web contra a eleição do mais conhecido monumento brasileiro. E não estou falando de blogs obscuros nem de raia miúda não. Tem muita “gente grande” que desdenhou a competição com um rancor impressionante.Ivan Lessa, por exemplo, em coluna de 15 de junho no site da BBC, primeiro garante que seu velho amigo, o jornalista Sérgio Augusto, num artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, “desmonta a empulhação dessa tal de enquete.” Mais adiante, cita outro jornalista, Roberto Kaz, que teria traçado o perfil do inventor do concurso, Bernard Weber, na revista Piauí, afirmando que o sujeito “não é apenas um desocupado a serviço de milhões de desocupados, mas um tremendo picareta.”
Sem procurar a informação direta, Ivan Lessa, após beber em outras fontes ressentidas, instrui o leitor que, para ajudar a eleger o Cristo do Corcovado, é preciso desembolsar “US$ pelo voto”. O fato de não registrar o valor a ser pago, já indica que o site New7Wonders nem sequer foi acessado, uma vez que a votação ali simplesmente não é cobrada. Basta se registrar para ter direito a 7 votos. Vota-se de graça e vota quem quiser.
Os que cerraram fileiras tão zelosas contra a alegada empulhação do Senhor Weber bem que podiam promover uma ampla campanha pela extinção do voto obrigatório no Brasil. Picaretagem por picaretagem, essa sim, dói no bolso e na consciência. E como dói !





