Mostrando postagens com marcador guerra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador guerra. Mostrar todas as postagens

terça-feira

O Exterminador do Futuro


O Future Combat System (FCS), é um programa de 117 bilhões de dólares, patrocinado pelo Exército americano, que pretende revolucionar a mecânica da guerra com novos sistemas, baseados em robótica. Em linhas gerais, a idéia é desenvolver veículos terrestres e aéreos não-tripulados e, claro, robôs para substituir os soldados. Um protótipo, apelidado de Bear (urso), construído para resgatar soldados feridos em batalhas no Iraque e no Afeganistão, encontra-se em “andamento”. O Bear (Battlefield Extraction-Assist Robot), uma espécie de brinquedo gigante com cara de urso de pelúcia, por enquanto não será provido de armamentos.

Mas, enquanto o Sistema de Combate do Futuro ainda está numa etapa inicial, em que os seres humanos continuam sendo imprescindíveis nas frentes de batalha, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos planeja monitorar seus soldados através de chips implantados nos cérebros. As pesquisas, a cargo do Centro de Bioeletrônicos, Biosensores e Biochips (C3B) da Universidade de Clemson, na Carolina do Sul, já estão em estágio avançado e a previsão é iniciar os testes em pessoas dentro de cinco anos. Os procedimentos, como sempre, correm sob Segredo de Estado. Publicamente, os biochips, do tamanho de um grão de arroz, serviriam apenas para monitorar os sinais vitais dos soldados.


Pelas cifras astronômicas aplicadas na pesquisa e desenvolvimento de novas máquinas de guerra, no futuro, os robôs exterminadores do exército norte-americano, provavelmente serão dotados não só de biosensores para discernir entre o Bem Americano e o Mal Absoluto, como também de órgãos reprodutores.

segunda-feira

Estados Unidos vão lançar plano de paz no Oriente Médio


Os Estados Unidos estão vendendo mais de 60 bilhões de dólares em armas para os seus aliados no Oriente Médio. Os mais importantes contratos de armamento já negociados por George W. Bush, devem aquecer bastante aquela que é uma das mais pacíficas e bucólicas regiões do globo.

Israel vai receber US$ 30 bilhões em bombas, mísseis e outros brinquedos de última (quer dizer, penúltima) geração e o Egito mais US$ 13 bilhões. Outros 20 bilhões de dólares serão distribuídos entre cinco países do Golfo Pérsico (Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Catar, Bahrein e Omã). Agora a coisa engrena.

Para o Irã e a Síria, Bush deve enviar suas mais sinceras condoleezzas, quer dizer, condolências.

sexta-feira

Lata Velha reformada no Caldeirão do Rio

A evolução histérica, digo, histórica do Caveirão

Conforme o veículo, utilizado pela polícia para "operações especiais", vai sendo “aperfeiçoado”, o poder de fogo dos traficantes também vai aumentando, com armamento cada vez mais pesado, capaz de perfurar blindagens cada vez mais poderosas.

Enquanto isso, o povo favelado, marginalizado e oprimido, que só recebe a visita do Estado através do Caveirão, é posto na linha de tiro, e quem mais lucra com essa estúpida corrida bélica é a florescente indústria de armas e "segurança".



Paladino – Antigo veículo blindado do Batalhão de Polícia de Choque da PMERJ, utilizado para o controle de distúrbios civis. Sem eufemismos, era uma espécie de carro-forte que servia à repressão na ditadura militar.

Paladino reformado – O Paladino velho de guerra recebeu pintura nova e continuou atuando, juntamente com o Caveirão. Depois de apresentar problemas no mecanismo hidráulico da
porta, acabou sendo aposentado em 2005.


Caveirão de hoje – Alguns especialistas preferem o desenho do Paladino, mas o Caveirão é mais confortável (para quem está do lado de dentro, é claro). Equipado com torre e outros apetrechos bem bacanas, ele sobe favela e dá tiro pra todo lado.


Caveirão dos sonhos – O sonho da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro parece ser encomendar o Gila, veículo 4x4 com casco em forma de V. O pesadelo é fabricado na África do Sul, país que tem bastante know-how em matéria de repressão.



Caveirão de amanhã – Como diz aquele conhecido ditado, no futuro, adeus pertences, mas provavelmente será um super-tanque, hiper-blindado e mega-equipado, que andará sempre em comboio, pronto para esmagar qualquer perigo.

quinta-feira

A guerra do tráfico e o tráfico da guerra

Fotografia de Fabio Motta/AE
Pelo menos 19 pessoas, suspeitas de serem traficantes de drogas, foram sumariamente julgadas, condenadas e executadas na mega-operação “cirúrgica”, que envolveu mais de mil policiais no Rio. Se eram ou não "bandidos", se representavam ou não um real perigo à sociedade, jamais saberemos. Como diz a conhecida frase do senador norte-americano Hiram Jonhson: “Quando começa a guerra, a primeira vítima é a verdade.”

Ou, como diz o premiado jornalista australiano Phillip Knightley, também a respeito da guerra: “Para conquistar a opinião pública pela mídia, os governos e seus marqueteiros seguem ... um padrão, deprimentemente previsível.” No primeiro estágio, fazem a guerra parecer ‘inevitável’. No segundo, “demonizam o líder inimigo”. Na terceira etapa, "estendem esse processo aos inimigos como indivíduos” e no quarto estágio, divulgam “relatos de atrocidades.”

Nesta nossa guerra santa contra o tráfico de drogas, embora a mídia não esteja submetida a uma censura direta, repete em uníssono a mesma ladainha. A guerra é inevitável, a droga é um demônio, os traficantes são diabólicos, os crimes são hediondos. Claro que na espiral caótica em que vamos girando, tudo isso parece a mais absoluta verdade. Mas não é a verdade absoluta.
Por trás da violência, há muito mais do que imagina nossa vã filosofia. Há uma indústria absurda e milionária, que lucra com a segurança privada, enriquece com a blindagem de automóveis e faz fortuna traficando guerra sob o império do terror.