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sexta-feira

Renan vai acabar com a crise aérea


Reduzir as pistas de Congonhas para criar área de escape não é o único projeto polêmico do Ministério da Defesa. A próxima idéia genial a ser divulgada também deve provocar um certo espanto na população leiga.

Trata-se de um plano ambicioso para substituir todos os aviões da frota brasileira por um único e revolucionário modelo, denominado Recurso de Navegação Nacional (RENAN). Com Renan, o risco de acidentes será reduzido praticamente a zero.

O protótipo continua sendo submetido a exames ultra-secretos, mas segundo especialistas, enquanto os aviões comuns sofrem a atuação da força gravitacional, Renan não está nem aí para a gravidade da situação.

Pelos testes efetivados até agora, Renan não cai de jeito nenhum.

quarta-feira

Governo toma providência e dá posse a Jobim

Em seu discurso, Presidente da República diz que tem medo de avião, quebra o gelo e solta o verbo, arrancando risos das autoridades presentes à cerimônia.

Algumas pérolas:

"Não sei se aqui tem alguém que não tenha medo de avião. Eu, particularmente, toda vez que o avião fecha a porta, entrego a minha sorte a Deus..."

“De repente eu vejo que o advogado, ministro, deputado Nelson Jobim, tava sem fazer nada, atrapalhando a esposa...”

“Uma vez eu perguntei: E se o Paraguai declarar guerra ao Brasil? Teremos ou não dinheiro para a guerra? Teremos, sim...”




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sexta-feira

Lula vai se pronunciar

Passados três dias da maior tragédia aérea do Brasil (e da América Latina) e após suscitar uma enxurrada de críticas à sua incrível mudez diante de tão doloroso momento, o Presidente da República decidiu dirigir-se à nação em cadeia de TV na noite de hoje.

Esperemos que, no pacote de medidas que provavelmente será anunciado, esteja incluído o fechamento (ainda que temporário) do “Aeroporto” de Congonhas, onde ocorreu o (segundo) grande acidente fatal com avião da TAM.

Embora Congonhas seja considerado o maior porta-aviões do mundo, já que sua pista principal é quase seis vezes mais extensa que o comprimento do USS Nimitz, a inexistência de áreas de escape transforma o pouso numa espécie de esporte radical.

Se o Presidente do Brasil, no entanto, fizer de seu pronunciamento uma mera plataforma política, buscando 'passar à ofensiva' na crise aérea, como previu o diário argentino La Nación, dando mais relevância ao embate com a oposição “conservadora e golpista” que aos efetivos cuidados com a segurança, sua imagem poderá sofrer um desgaste irreparável.

Não com a classe média, que o tem vaiado efusivamente há algum tempo, vítima de um sistema eleitoral viciado e imbatível que, por um lado, derrama sobre a elite uma cornucópia de benesses financeiras, enquanto cobre as classes menos favorecidas de esmolas governamentais. O desgaste será com a História. Aquela velha senhora intransigente que vive a retocar as mais irretocáveis biografias.

O "Contragolpe de Lula para frear a crise", como diz a manchete do jornal argentino, não deve mirar a oposição (que, convenhamos, apenas cumpre seu papel de apontar o contraditório) nem a sucessão presidencial, mas o vulto de estadista. É nos momentos de crise que este vulto aparece, sobressai ao fogo e à fumaça da política rasteira e conduz a barca dos homens a um porto seguro.

Vamos torcer para que o presidente da nação seja desta estirpe. Que passe a pilotar o país com segurança, olhando para a História e não para o futuro imediato e a glória passageira das urnas. O Brasil não merece ser guiado por políticos de baixa estatura, comprometidos com interesses inconfessáveis, atarefados em manobrar o Congresso ou apanhados em flagrante, com gestos obscenos a comemorar a falha do Airbus. Está na hora de Lula mostrar ao que veio.

quarta-feira

Suspendam o fogo, por favor


Em respeito às vítimas do vôo 3054 e seus familiares, partidários e detratores de Lula bem que podiam suspender o cego e mesquinho embate político, travado diuturnamente através da mídia, por 1 minuto que seja.

Em sinal de luto, podiam conter o rancor, a fúria e o oportunismo e tratar a tragédia, previsível e anunciada (ainda que a responsabilidade não recaia sobre o governo ou a “oposição”), como um doloroso acontecimento, por pelo menos 30 segundos.

Em memória dos que morreram incinerados pela ganância ou pela omissão de quem quer que seja, podiam calar a artilharia pesada, baixar a cabeça introspectivamente e procurar dentro de si a parcela de culpa que lhes cabe, por uma misericordiosa fração de segundo apenas.