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sexta-feira

Renan vai acabar com a crise aérea


Reduzir as pistas de Congonhas para criar área de escape não é o único projeto polêmico do Ministério da Defesa. A próxima idéia genial a ser divulgada também deve provocar um certo espanto na população leiga.

Trata-se de um plano ambicioso para substituir todos os aviões da frota brasileira por um único e revolucionário modelo, denominado Recurso de Navegação Nacional (RENAN). Com Renan, o risco de acidentes será reduzido praticamente a zero.

O protótipo continua sendo submetido a exames ultra-secretos, mas segundo especialistas, enquanto os aviões comuns sofrem a atuação da força gravitacional, Renan não está nem aí para a gravidade da situação.

Pelos testes efetivados até agora, Renan não cai de jeito nenhum.

quarta-feira

Governo toma providência e dá posse a Jobim

Em seu discurso, Presidente da República diz que tem medo de avião, quebra o gelo e solta o verbo, arrancando risos das autoridades presentes à cerimônia.

Algumas pérolas:

"Não sei se aqui tem alguém que não tenha medo de avião. Eu, particularmente, toda vez que o avião fecha a porta, entrego a minha sorte a Deus..."

“De repente eu vejo que o advogado, ministro, deputado Nelson Jobim, tava sem fazer nada, atrapalhando a esposa...”

“Uma vez eu perguntei: E se o Paraguai declarar guerra ao Brasil? Teremos ou não dinheiro para a guerra? Teremos, sim...”




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segunda-feira

Tempo Bom


domingo

Não voe por Congonhas

Congonhas é seguro ou não é seguro ? Quando chove, a pista principal segura ou não segura ? É aeroporto ou porta-aviões ?

Na dúvida, que tal aderir à campanha de boicote proposta pelo Michel Lent, da 10 Minutos ?

sábado

Tomando todas as providências

Em seu pronunciamento de ontem, três dias após o acidente do vôo 3054, o Presidente da República não trouxe novidade alguma. Além de pedir “serenidade a todos os brasileiros”, prometeu modernizar a aviação, que, finalmente teve de admitir, “passa por dificuldades”, mas garantiu que “o nível de segurança do nosso sistema aéreo é compatível com todos os padrões internacionais.”

“Seu maior problema hoje é a excessiva concentração de vôos em Congonhas. E é isso que precisamos resolver imediatamente”, concluiu Lula, anunciando cinco “decisões tomadas hoje pelo Conselho de Aviação Civil”, entre elas, a “definição, em 90 dias, do local da construção de um novo aeroporto na região de São Paulo”. Assista o pronunciamento ou leia na íntegra.

Dez meses após o início da crise, digo, “dificuldade” aérea que atinge o Brasil, o máximo que o governo conseguiu propor foi desafogar o trânsito no porta-aviões, digo, no Aeroporto de Congonhas. Aquele, ancorado em meio a um mar de prédios, cuja pista principal havia sido liberada sem receber o chamado grooving (ranhuras no asfalto que ajudam a drenagem em caso de chuva).

Por receio de novos acidentes, boa parte da população que precisa viajar, a trabalho, a negócios ou a passeio, estaria trocando as aerovias pelas rodovias. Nas estradas do Brasil, porém, mais de duzentas pessoas perdem a vida a cada mil quilômetros pavimentados (índice setenta vezes maior que o do Canadá), num total de cerca de 36 mil pessoas por ano.


É como se, dia sim, dia não, um Airbus lotado, com quase duzentos passageiros e tripulantes a bordo, explodisse silenciosamente. Nem o próprio governo sabe o número exato de mortos. Enquanto isso, conforme declarou o presidente em seu pronunciamento, as autoridades continuam “tomando todas as providências”. Ou seja ...

sexta-feira

Lula vai se pronunciar

Passados três dias da maior tragédia aérea do Brasil (e da América Latina) e após suscitar uma enxurrada de críticas à sua incrível mudez diante de tão doloroso momento, o Presidente da República decidiu dirigir-se à nação em cadeia de TV na noite de hoje.

Esperemos que, no pacote de medidas que provavelmente será anunciado, esteja incluído o fechamento (ainda que temporário) do “Aeroporto” de Congonhas, onde ocorreu o (segundo) grande acidente fatal com avião da TAM.

Embora Congonhas seja considerado o maior porta-aviões do mundo, já que sua pista principal é quase seis vezes mais extensa que o comprimento do USS Nimitz, a inexistência de áreas de escape transforma o pouso numa espécie de esporte radical.

Se o Presidente do Brasil, no entanto, fizer de seu pronunciamento uma mera plataforma política, buscando 'passar à ofensiva' na crise aérea, como previu o diário argentino La Nación, dando mais relevância ao embate com a oposição “conservadora e golpista” que aos efetivos cuidados com a segurança, sua imagem poderá sofrer um desgaste irreparável.

Não com a classe média, que o tem vaiado efusivamente há algum tempo, vítima de um sistema eleitoral viciado e imbatível que, por um lado, derrama sobre a elite uma cornucópia de benesses financeiras, enquanto cobre as classes menos favorecidas de esmolas governamentais. O desgaste será com a História. Aquela velha senhora intransigente que vive a retocar as mais irretocáveis biografias.

O "Contragolpe de Lula para frear a crise", como diz a manchete do jornal argentino, não deve mirar a oposição (que, convenhamos, apenas cumpre seu papel de apontar o contraditório) nem a sucessão presidencial, mas o vulto de estadista. É nos momentos de crise que este vulto aparece, sobressai ao fogo e à fumaça da política rasteira e conduz a barca dos homens a um porto seguro.

Vamos torcer para que o presidente da nação seja desta estirpe. Que passe a pilotar o país com segurança, olhando para a História e não para o futuro imediato e a glória passageira das urnas. O Brasil não merece ser guiado por políticos de baixa estatura, comprometidos com interesses inconfessáveis, atarefados em manobrar o Congresso ou apanhados em flagrante, com gestos obscenos a comemorar a falha do Airbus. Está na hora de Lula mostrar ao que veio.

sábado

A culpa é do espetáculo do crescimento

Depois de nove meses de uma incauta e temerária gestação do caos aéreo, a crise se agravou. O Planalto, desgovernado como uma aeronave nos céus do Brasil, transmite sinais tão desencontrados quanto um aparelho de monitoramento de vôo defeituoso. Primeiro a Ministra do Turismo, Marta Suplicy, aconselha um extemporâneo “relaxa e goza” aos passageiros da agonia, depois o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, vem dizer que o problema é "fruto da prosperidade do país", agora o Comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, ao invés de indicar a desmilitarização do setor, como parecia já estar decidido, anuncia justamente o contrário.

Em seu pronunciamento oficial, o Brigadeiro Saito decreta o “afastamento imediato das lideranças negativas que atuavam no CINDACTA I” e aponta uma maior militarização do sistema como a saída do imbróglio. Para demonstrar pulso firme na queda-de-braço com os controladores de vôo, o governo resolveu lançar à prisão uma dessas "lideranças negativas", por conta de uma entrevista concedida à rádio CBN, trazendo à tona métodos típicos do período de exceção.

Com o descontrole das aeronaves, das autoridades e do autoritarismo, nossa imagem lá fora, às vésperas dos Jogos Pan-americanos, só não está mais arranhada porque todos sabem que este arremedo de democracia chamado Brasil não é um país sério. Ou então a culpa é mesmo do espetáculo do crescimento, nesse circo de domadores e palhaços, onde o avanço da roubalheira é gigante e o do PIB é anão.

sexta-feira

Ônibus espacial faz aterrissagem tranqüila

Atlantis pousa com segurança após vários problemas no espaço